Acusado de matar e estuprar enteada saiu da cadeia há dois meses
Wanderson Candido da Silva, preso neste domingo (3), suspeito de ter estuprado e matado a enteada de três anos, em Primavera do Leste, negou ter cometido o crime e disse que o lubrificante encontrado pela Polícia foi usado com a companheira um dia antes.
É importante ressaltar que ele tem um histórico criminal por tráfico de drogas e organização criminosa
Segundo o delegado Honório Gonçalves Neto, Wanderson tem histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas e organização criminosa, e havia saído do sistema prisional há cerca de dois meses.
Conforme as investigações, ele era responsável por cuidar das enteadas, a vítima de três anos e a irmã de seis, enquanto a mãe trabalhava.
Questionado pela Polícia, Wanderson não soube explicar a mancha de sangue encontrada na cama do casal. Peritos também encontraram gotas de sangue na roupa íntima da vítima.
“Não sei, porque eu não deixo. Quando ela pede pra dormir com a gente, eu não deixava, eu falava: ‘não pode dormir com a gente, eu não aceito’”, disse ele em depoimento.
Já sobre o lubrificante descartado e encontrado pela perícia, Wanderson alegou ter usado o material com a companheira.
“Isso eu consigo explicar, a gente usou um dia antes, eu e a Weslaine. Se quiser, pode até perguntar para ela”, disse.
Antes de encerrar seu depoimento, o suspeito disse não ter feito nada e que “nunca teria coragem” para fazer.
“Só queria fazer algum exame, se tem como fazer algum exame e ver que eu não fiz nada com a minha filha, que eu nunca teria coragem de fazer isso aí”.
Qualificado pela morte
De acordo com o delegado, o homem foi autuado em flagrante, inicialmente, pelo crime de estupro de vulnerável qualificado pela morte, cuja pena foi aumentada e hoje varia de 20 a 40 anos de reclusão.
“É importante ressaltar que ele tem um histórico criminal por tráfico de drogas e organização criminosa, inclusive já foi preso em uma operação aqui de Primavera do Leste”, afirmou.
O delegado explicou que, após o plantão, o caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso, onde a investigação será aprofundada.
A apuração deve incluir o histórico da vítima, possíveis denúncias anteriores, registros no Conselho Tutelar e atendimentos médicos.
A mãe da criança também foi levada à delegacia e prestou depoimento. Ela relatou que sai para trabalhar por volta das 4h30 e deixava as duas filhas sob os cuidados do companheiro.
Ainda conforme o relato, mesmo com ele preso anteriormente, o relacionamento foi mantido.
No dia do ocorrido, o suspeito teria ligado dizendo que a menina não acordava e, em seguida, fez uma videochamada. A mãe então foi até a residência, acompanhada de outra pessoa, e levou a criança para atendimento.
A Polícia Civil informou que também irá apurar se houve omissão da mãe, eventual prática de maus-tratos ou conivência com algum tipo de violência contra a filha.
A outra filha da mulher, de seis anos, que estava na casa no momento dos fatos, foi encaminhada provisoriamente ao pai, com acompanhamento do Conselho Tutelar. O caso foi comunicado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão decidir sobre a guarda da criança, já que o pai reside em Campo Verde.
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