A Polícia Militar foi acionada por seguranças que atuavam no controle de acesso ao evento realizado na praia do “Morro” em São Félix do Araguaia. Segundo os profissionais, uma mulher embriagada estaria obstruindo o fluxo de veículos e perturbando o andamento do serviço.
Ao chegar ao local, a guarnição identificou a suspeita, que apresentava claros sinais de embriaguez e comportamentos alterados. Questionada sobre sua conduta, ela reagiu de forma exaltada, ameaçando denunciar os policiais ao Ministério Público e alegando, de forma grave, que os seguranças teriam cometido assédio sexual.
A equipe policial imediatamente ouviu os envolvidos e testemunhas presentes. Uma mulher, esposa de um dos seguranças, apresentou um vídeo que demonstrava o comportamento descontrolado da suspeita, sem qualquer indício de abordagem indevida ou insinuações por parte dos seguranças. O material foi direcionado à Delegacia local.
Outra testemunha, também relatou que a mulher já estava há bastante tempo na praia em estado de embriaguez, perturbando frequentadores e trabalhadores do evento. Diante da situação, os policiais informaram que ela seria conduzida para esclarecimentos, momento em que ela resistiu à abordagem, sendo necessário uso progressivo, inclusive com o uso de algemas.
Durante os procedimentos na 2ª Companhia da Polícia Militar, a mulher voltou a se exaltar, afirmando que os policiais “poderiam estuprá-la” e dizendo ser representante de uma ONG de defesa dos direitos das mulheres, numa tentativa de coagir os agentes. Pouco tempo depois, a suspeita teve mal súbito, aspecto de síndrome de pânico e foi prontamente atendida preliminarmente pelos policiais e em sequência por uma equipe de saúde formada pela técnica de enfermagem e o motorista. Após todo teve seu estado estabilizado.
A Polícia Militar informou que todos os direitos constitucionais da envolvida foram respeitados e que o caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. A suspeita foi qualificada por denunciação caluniosa (por imputar falsamente crime de assédio), calúnia, desacato à autoridade e tráfico de influência, tendo em vista que tentou interferir na ação policial sob o pretexto de atuar em uma ONG.
A ocorrência chamou a atenção pela gravidade das acusações falsas, que poderiam comprometer injustamente a integridade dos trabalhadores envolvidos, e pelo comportamento agressivo da conduzida diante das autoridades. O caso segue sob investigação pela Polícia Judiciária Civil.