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Peixoto de Azevedo

Autora foi processada por donos da casa por dívida de R$ 59 mil

Inês Gemilaki está foragida após o duplo homicídio ocorrido no domingo (21), em Peixoto de Azevedo

Mídia News

23/04/2024 - 07:48 | Atualizada em 23/04/2024 - 10:26

A mulher que matou duas pessoas no domingo (21), em Peixoto de Azevedo, identificada como Inês Gemilaki, de 49 anos, foi processada em R$ 59,1 mil por Raquel Soares da Silva, dona do imóvel que ela alugava. A disputa judicial é apontada pela Polícia Civil como a motivação para o crime.

[...] a autora não fez provas de suas alegações ao deixar de juntar documentos de comprovação que demonstrassem em quais e reais condições de uso o imóvel objeto da locação fora entregue. Na petição, de 2023, Raquel acusava Inês de ter deixado a casa com diversas avarias após o fim do contrato, em maio de 2022, além de não ter pago um mês de aluguel, no valor de R$ 5 mil, segundo o site Folhamax.

O juiz leigo Francis Dias Paiva, do Juizado Especial Cível e Criminal de Peixoto de Azevedo, no entanto, negou o pedido de Raquel. Segundo Paiva, a proprietária não teria reunido documentos que comprovassem o estado do imóvel antes e depois de ser habitado por Inês.

"[...] A autora não fez provas de suas alegações ao deixar de juntar documentos de comprovação que demonstrassem em quais e reais condições de uso o imóvel objeto da locação fora entregue a parte reclamada, impossibilitando o julgador de proferir qualquer decisão a respeito dos fatos narrados na inicial", consta no documento.

No processo, conforme Raquel, a residência estava com diversos problemas em fechaduras, nos pisos e papéis de parede, assim como no portão eletrônico e nas câmeras de segurança.

Após tentativa de conciliação na Justiça, a ação foi extinta diante da falta de documentos que comprovassem que as avarias ocorreram durante o período em que a casa era alugada para Inês.

"Intimidação e ameaça"

Conforme a delegada Anna Paula Marien, responsável pela investigação, houve vários desentendimentos entre as partes após Raquel entrar com a ação na Justiça. 

Horas antes de cometer o duplo homicídio, Inês, seu marido Márcio Ferreira Gonçalves, de 45 anos, e o filho da suspeita, Bruno Gemilaki Dal Poz, de 28 anos, foram até a delegacia do Município para registrar um boletim de ocorrência por ameaça.

No documento consta que três homens teriam invadido a casa da mulher, à sua procura, porém só encontraram Márcio no imóvel.

O trio, então, teria avisado ao marido de Inês que ela e Bruno estariam "em dívida com eles". Ainda de acordo com o B.O., os homens teriam enviado fotos para o celular dela insinuando que pertenciam a uma facção criminosa.

“Nas mensagens enviadas, constava o envio de uma bandeira vermelha com as iniciais ‘CV’”, constra na denúncia. A sigla corresponde ao Comando Vermelho. 

O crime

Na tarde de domingo (21), Inês, Bruno e Márcio foram até a residência onde estava seu alvo, no Bairro Alvorada, e mataram dois inocentes, diz a Polícia Civil.

As vítimas foram identificadas como Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 57 anos. Na ação, um padre foi baleado, passou por cirurgia e está fora de perigo. 

O crime foi filmado por câmeras de segurança, e as imagens mostram Inês portando um revólver, enquanto seu filho, o médico Bruno, segura uma espingarda.

Nos vídeos é possível ver que a mulher entra na casa e atira em uma das vítimas, que está deitada no chão, a poucos metros de distância.

Depois ela vai até outros dois homens, que se escondem atrás do sofá, e aponta a arma para um deles. Não é possível ver se ela atirou na segunda vítima.

Após os assassinatos, o trio fugiu em uma Ford Ranger, com destino ao Pará, informou a Polícia.
 
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