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​Ex-gerente denuncia esquema de “indicação de morte” dentro do hospital de Confresa que beneficiava funerária

Carla Rezende / SBT Confresa

25/09/2023 - 15:34

​Ex-gerente denuncia esquema de “indicação de morte” dentro do hospital de Confresa que beneficiava funerária

Esquema foi revelado por um ex-funcionário da funerária

Foto: Reprodução

Um esquema de “indicação de morte”, mantido por meio propina, foi denunciado ao Ministério Público de Mato Grosso, por um ex-gerente de uma funerária em Confresa.  

De acordo com o ex-funcionário, pelo menos 5 servidores do Hospital Municipal alertavam por meio de aplicativo de mensagens, sobre as mortes e também indicavam que pacientes estariam em estado grave e poderiam morrer a qualquer momento.

O município tem duas funerárias. As informações privilegiadas garantiriam que a empresa denunciada ao MP, Pax bom pastor, tivesse rápido acesso aos familiares para oferecer os serviços funerários. 

O responsável por revelar o esquema é o tanatopraxista, Osvair Marques. Como provas dos fatos, ele apresentou a nossa reportagem, áudios que foram encaminhados a ele por sua da ex-patroa, apontada na denúncia ao MP, como sendo Vera Lúcia Cardoso Fonseca. Em uma mensagem de voz uma servidora do hospital alerta sobre uma paciente que estaria sendo reanimada e que era para a empresária ficar em por perto.

Em outra situação de alerta sobre óbito, até mesmo as características dos familiares eram repassadas. No áudio exposto pelo denunciante, um guarda do Hospital Municipal de Confresa, é quem informava sobre a morte.

Osvair explica que para repassar às informações a empresa, os servidores recebiam gratificações. 

Em uma mensagem Vera escreveu “vou te passar um negócio para passar para o Pedro”, Pedro seria um guarda do hospital, um dos informantes sobre as mortes. O ex-gerente responde insatisfeito com a situação. “Vera isso está errado, já avisei”.

Procurado sobre as denúncias, o Secretário Municipal de Saúde Elton Messias disse que após tomar conhecimento dos fatos, instaurou um processo administrativo disciplinar, para apurar a participação dos servidores e caso seja comprovado, todos serão demitidos.

Já a defesa da Pax Bom Pastor nega que houve pagamento de propina e que a denúncia do ex-gerente é motivada por vingança. “A empresa foi chantageada, como a gente não cedeu, aconteceu essa situação. Nunca aconteceu nem um tipo de propina a servidores, muito menos a abordagens a familiares” finalizou a defesa.

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