A interventora Danielle Carmona afirmou que todos os contratos da empresa Disnorma Comércio Atacadista de Medicamentos e Material Médico Hospitalar Ltda com o município de Cuiabá passarão por análise.
Tudo passará por uma análise, diante da situação que nós ficamos sabendo ontem com a Secretaria de Saúde de Várzea Grande
A empresa foi um dos alvos da Operação Fenestra, na manhã da última segunda-feira (22), por um suposto esquema de desvio de medicamentos em Várzea Grande. Ao todo foram cumpridos vinte e dois mandados judiciais.
“Tudo passará por uma análise, diante da situação que ficamos sabendo ontem da Secretaria de Saúde de Várzea Grande”, afirmou a interventora.
Daniele explicou que antes de tomar qualquer atitude é preciso um respaldo legal e que a equipe de conformidade do Gabinete de Intervenção já foi acionado.
“O Tribunal de Contas e a Controladoria Geral do Estado (PGE) vão fazer a análise, ver se há algo que indique que é para rescindir ou se podemos manter [os contratos]”, explicou.
“São inúmeras empresas de medicamentos, então a gente tem que ter muito cuidado e ter esse parecer jurídico para tomar as providências”, acrescentou.
O empresário Fernando Metelo é proprietário da Disnorma, que hoje têm diversos contratos com o Município para fornecer insumos e medicamentos para as unidades de Saúde de Cuiabá.
A operação
A investigação da Operação Fenestra apontou que centenas de caixas de medicamentos foram desviadas por meio da janela, que teria sido construída sob ordem do líder do esquema, o superintendente da Saúde Municipal de Várzea Grande, Oswaldo Prado Rocha.
Ele foi preso e depois liberado pela justiça no mesmo dia.
Os medicamentos desviados eram posteriormente vendidos para a Disnorma, que recebia os remédios por meio de pagamento de propina.