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Celular Quebrado

MPF diz que justificativa de empresário alvo da PF “não convence”

Douglas Castro alegou que destruiu celular para que esposa não visse mensagens com outras mulheres

Mídia News

17/05/2023 - 08:37

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que as justificativas dadas pelo empresário Douglas Castro para quebrar o celular, durante mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, não são convincentes. 

Por conta da destruição do aparelho, Douglas foi preso em flagrante pela PF. Ele foi alvo da quarta fase da Operação Curare, deflagrada em 20 de abril.

à época, o empresário disse que quebrou o celular por medo de sua esposa descobrir conversas com outras mulheres, o que poderia afetar o casamento.

A quarta fase da operação investiga suspeitos de envolvimento em atos de corrupção e lavagem de capitais com recursos públicos destinados à Saúde de Cuiabá, na ordem aproximadamente de R$ 3 milhões.

Segundo o procurador da República, Carlos Augusto Guarilha de Aquino Filho, a Polícia Federal não divulga conversas particulares colhidas em celulares dos investigados.

“Sua justificativa não convence, pois não é comum que mensagens de cunho pessoal armazenadas em celulares apreendidos pela Polícia Federal sejam divulgadas a terceiros”, disse o procurador.

Não é comum que mensagens de cunho pessoal armazenadas em celulares apreendidos pela Polícia Federal sejam divulgadas a terceiros
“Ao contrário, a Polícia Federal, após a extração forense dos dados do aparelho, destaca apenas as mensagens e demais conteúdos que sejam relacionados à investigação”, completou.

A afirmação consta em manifestação favorável a manutenção da prisão do empresário, no dia 21 de abril. 

Douglas foi preso no dia 20 de abril por quebrar os celular e atrapalhar as investigações. Ele foi solto quatro dias depois, após a Justiça Federal conceder um habeas corpus.

“Momento de burrice”

Douglas é dono da empresa Vip Serviços Médicos e é apontado como “testa de ferro” do também alvo da operação Milton Corrêa da Costa, que seria quem de fato comandaria a empresa. Milton é dono da Family Medicina e ex-secretário adjunto da Saúde de Cuiabá.

Os investigadores da Polícia Federal relataram que durante o mandado de busca e apreensão foi informado a eles que Douglas não possuía celular.

No entanto, os agentes encontraram uma capa protetora de celular danificada no banheiro da casa. Eles pediram acesso às câmaras de segurança da casa, e viram Douglas quebrando o celular na parede do banheiro, e desaparecido com ele em seguida.

Uma privada chegou a ser retirada e quebrada, mas o aparelho não foi encontrado. À PF, Douglas afirmou que jogou o celular no vaso sanitário.

À PF, Douglas confessou a destruição do aparelho e disse que fez em um “momento de burrice” para esconder conversas com outras mulheres de sua esposa.

“Que se desesperou com medo de vazar para sua esposa alguma conversa com outras mulheres e realizou a quebra do aparelho celular; que esta em tentativa de reconciliação; que não se recorda a duração do tempo entre o anúncio da Policia Federal e a quebra do aparelho celular”, disse.

“Que dispensou o aparelho celular no vaso sanitário; Que quebra do aparelho celular não se deu em conta de outra investigação; Que foi um momento de burrice; Que não passou o aparelho celular para nenhum de seus filhos”, consta em outro trecho.

Operação Curare

Na 4ª fase da Operação Curare, a PF identificou que um dos grupos era administrado por pessoas ligadas à ex-servidores do alto escalão da gestão municipal.

A investigação apurou ainda que parte desses recursos desviados dos cofres municipais foram utilizados para aquisição de uma aeronave, utilizada por pessoas ligadas a ex-servidores para fins particulares, e que acabou sofrendo acidente resultando na morte de um médico.

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