O sonho de gerar e dar à luz a um filho foi interrompido de uma forma brutal, com episódios de negligência, descaso e falta de cuidado com a mãe e com o bebê. Essa situação foi vivenciada por uma mulher de 34 anos em Canabrava do Norte. Gestante de quatro semanas, ela procurou o hospital da cidade com um intenso sangramento e se deparou com demora no atendimento e com a seguinte frase dita por um médico: “deve ser um sangramento atoa”.
A vítima relatou no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, que ao chegar na unidade de saúde foi atendida por um médico plantonista, que pediu um exame e a orientou a procurar um posto, após obter o resultado.
Com o exame em mãos, a mulher se dirigiu até a unidade de saúde onde se deparou novamente com o mesmo profissional. Ao conversar com o médico, ela enfatizou que estava grávida e que o sangramento intenso seguia, foi nesse momento que o profissional de saúde disse que a paciente devia marca uma consulta e que o quadro devia ser “um sangramento atoa”.
A gestante mais uma vez compartilhou a preocupação com o profissional, momento em que ele disse que ela então deveria voltar para a emergência. Desesperada e chorando, a mulher retornou ao hospital e relatou a profissionais do local tudo que estava passando, ela foi colocada em uma maca e teve que aguardar por mais duas horas e meia por atendimento.
Passado esse tempo um outro médico que estava de plantão, atendeu a vítima de forma atenciosa e dando todo o suporte necessário, porém não foi o suficiente para evitar a perda gestacional. A vítima então decidiu denunciar os fatos, para que sejam apuradas falhas no atendimento médico, negligências e eventual omissão de socorro.
Até o momento, a Prefeitura Municipal de Canabrava do Norte, não se posicionou sobre o caso.