A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, restringiu o acesso ao júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, marcado para a próxima terça-feira (7), às 9h, no Fórum da Capital.
Carlinhos, como é conhecido, é réu confesso do assassinato da ex-namorada, Thays Machado, e o atual companheiro dela, Willian César Moreno. Ele é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra e está preso.
Conforme informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), a magistrada determinou que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo poderão acompanhar o julgamento.
A medida atende pedido da defesa já que o processo tramita em segredo de justiça.
"As informações oficiais serão fornecidas pela assessoria do gabinete da magistrada e repassadas aos jornalistas pela assessoria de imprensa do TJ-MT", informou o Tribunal por meio de nota.
"Para evitar transtornos e manter a rotina do Fórum, está autorizada apenas a captação de imagens da fachada externa do prédio", diz outro trecho da nota.
Relembre o caso
Thays, de 44 anos, e Willian, de 30, foram mortos a tiros no dia 18 de janeiro no bairro Consil, em frente ao Edifício Solar Monet. Eles foram até o edifício, onde mora a mãe de Thays, para deixar um veículo na garagem.
Ao sair na portaria para aguardar a chegada de um veículo de transporte por aplicativo, o casal foi surpreendido pelo assassino, que conduzia um Renault Kwid, e passou a fazer os disparos contra o casal, que morreu ainda no local.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou que Thays foi atingida por três disparos, sendo dois nas costas e um no quadril.
Willian foi atingido no braço esquerdo e no peito. Ele tentou fugir da mira do atirador, mas caiu na calçada, a poucos metros de Thays, e não resistiu aos ferimentos.
Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e Willian era empresário em São Paulo (SP). Ele e Thays haviam iniciado relacionamento poucas semanas antes de serem mortos.
Carlos Alberto foi pronunciado em maio de 2023 por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, perigo comum, surpresa e impossibilidade de defesa das vítimas, além de feminicídio contra Thays.